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Como fazer Mestrado no Exterior? Descubra neste guia completo!

Com o mercado de trabalho cada vez mais concorrido, muitos brasileiros têm o sonho de fazer o mestrado no exterior – algo que pode, sem dúvida, tornar o seu currículo muito mais interessante para os recrutadores e abrir inúmeras portas de emprego.

Porém, entre o sonho e a realidade existe um caminho complicado, cheio de dúvidas, desencontro de informações e planejamentos diversos.

Você também está sonhando com a qualificação em outro país? Então continue a leitura e veja todas as dicas que separamos!

Mestrado no exterior: como escolher o melhor país para estudar?

Como fazer Mestrado no Exterior

Como fazer Mestrado no Exterior

É importante destacarmos que a escolha do mestrado no exterior deve levar em conta os mesmos preceitos para os programas nacionais. Ou seja, é muito importante que você defina as linhas de pesquisa que mais têm afinidade e, então, passe a procurar por universidades reconhecidas nessa área.

E, claro, lembre-se que cada país possui regulamentações diferentes em relação a admissão de novos estudantes. Aqui no Brasil é comum termos que apresentar já na fase de admissão das candidaturas um pré-projeto da pesquisa que será desenvolvida no mestrado.

Em outros países, essa exigência pode não acontecer, sendo que muitos avaliam o currículo acadêmico e profissional do estudante, fazem uma entrevista e até podem pedir cartas de recomendação.

Além de todos esses pontos, pense também nas diferenças culturais e linguísticas. Se o seu nível de inglês é ruim, por exemplo, talvez seja melhor buscar ampliá-lo antes de se candidatar a um mestrado em países de língua inglesa, certo?

Veja algumas das opções mais procuradas pelos brasileiros.

Portugal

Portugal tem sido um dos países mais buscados pelos brasileiros que desejam fazer um mestrado no exterior. E existem muitos motivos que levam a isso. O primeiro, sem dúvida, é a proximidade linguística e cultural, já que por lá as aulas são, na grande maioria das vezes, ministradas em português.

Além disso, o país conta com excelentes universidades (que sempre figuram nas listas das melhores da Europa) e um custo de vida mais baixo que dos países vizinhos.

Argentina

Se a sua ideia é estudar perto do Brasil, a Argentina é uma ótima opção. O país vizinho tem um custo de vida interessante aos brasileiros, principalmente graças à desvalorização do peso argentino.

Além disso, os cursos de mestrado costumam ter valores menores do que os oferecidos aqui no Brasil. E você ainda poderá aproveitar a chance para aperfeiçoar o seu espanhol e ser apresentado ao universo científico da América Latina.

Finlândia

A grande vantagem da Finlândia é que ela oferece programas de mestrado com valores mais baixos aos estudantes estrangeiros. Pode-se, por exemplo, estudar em ótimas universidades pagando apenas uma taxa básica de cerca de mil dólares por ano.

Além disso, o custo de vida do país é menor do que os vizinhos nórdicos e os finlandeses são mundialmente reconhecidos pela educação de ponta.

Alemanha

A grande vantagem de fazer um Mestrado na Alemanha é que o país costuma oferecer bolsas bem atrativas (e até existem alguns programas gratuitos destinados à estrangeiros, que cobram apenas uma taxa semestral).

Outro ponto positivo é que, mesmo quem não fala alemão, pode se candidatar, já que existem mestrados que são totalmente ofertados em inglês.

Itália

Fazer Mestrado na Itália é o sonho de muitos brasileiros – e o mais bacana é que este país costuma oferecer vários programas de bolsa para os estudantes internacionais.

Assim como os demais países europeus, a Itália também possui excelentes universidades e dependendo da região, os custos de vida podem ser mais interessantes que em outros países vizinhos.

Espanha

A Espanha é outro destino bastante procurado pelos brasileiros.  Contudo, os preços de mestrado nesse país são um pouco mais altos, e ele é considerado o sétimo mais caro da Europa. Barcelona é de longe a região com os preços mais salgados para se estudar, enquanto as regiões da Galícia e da Andaluzia são as mais baratas.

Ok, e agora, como faço para me preparar?

Como você viu, são inúmeras as opções de países que aceitam estudantes estrangeiros nos seus programas de mestrado. Por isso, analise pontos como:

  • sua área de interesse;
  • o custo médio de vida no país;
  • o custo total do mestrado;
  • as exigências para os candidatos;
  • necessidade de visto e possibilidade de trabalhar de forma legalizada no país.

Depois de selecionar algumas universidades, confira o regulamento de admissão e, se possível, entre em contato com os diretórios para tirar todas as suas dúvidas – principalmente em relação à documentação, que pode variar dependendo do país ou da universidade.

Veja algumas dicas fundamentais para se preparar.

Teste de proficiência

O primeiro ponto é praticar o idioma no qual o mestrado será oferecido. Lembre-se que a maioria das universidades exige um teste de proficiência na língua que deve ser entregue já no ato de inscrição para a vaga.

Além disso, sem um conhecimento no idioma será difícil conseguir aproveitar o curso e desenvolver a sua tese de mestrado.

Condição financeira

O custo de vida no exterior pode ser bastante elevado, em especial nos países europeus. Por isso, é fundamental fazer uma pesquisa antecipada para entender os valores médios de aluguel, transporte, alimentação e outros itens.

Algumas universidades oferecem programas específicos para estudantes estrangeiros com acomodações coletivas e outros incentivos. Confira também como é a relação de trabalho, já que alguns países permitem o trabalho legal mesmo com o visto de estudante.

E, claro, fique de olho nas mensalidades e taxas, pois elas podem ser diferentes para estudantes internacionais ou fora da União Europeia, por exemplo, no caso dos países europeus.

Documentação

Vale destacar que a entrega da documentação para uma universidade estrangeira costuma ser bem mais burocrática do que no Brasil. Primeiro porque a universidade poderá exigir uma série de documentos que você não tem ou que não são usuais por aqui e segundo porque todos esses itens terão de ser traduzidos para a língua do país.

Em geral, as universidades costumam exigir:

  • histórico escolar (incluindo os projetos e as pesquisas realizadas na graduação);
  • cartas de recomendação;
  • testes de proficiência;
  • currículo profissional e acadêmico;
  • redações sobre as suas experiências de vida.

Bolsas de Estudo

Como você viu ao longo deste conteúdo, existem muitas universidades estrangeiras que oferecem bolsas de estudo aos brasileiros, seja devido a programas governamentais ou ainda por programas das próprias instituições.

Algumas instituições que oferecem bolsas no exterior são: Fundação Carolina, Santander Universidades, Fundação Estudar, Fundação Fulbright, entre outras. Pesquisar bastante é essencial para encontrar boas condições de estudo.

Como é a validade dos mestrados internacionais no Brasil?

Quem pretende fazer mestrado no exterior e retornar ao Brasil depois de obter o título precisa lembrar que esse diploma terá de ser validado por aqui.

Para fazer isso, é preciso realizar o processo por meio de uma universidade brasileira que ofereça cursos de pós-graduação. Como o trâmite é complicado, nossa dica é acessar o portal do MEC, Carolina Bori, que conta com todas as dicas, documentações e etapas necessárias.

Conclusão

Como você viu, fazer um mestrado no exterior é uma experiência enriquecedora e capaz de lhe abrir várias portas novas no mercado de trabalho.

Porém, é preciso atenção e bastante preparo. Com essas dicas, ficou mais fácil transformar esse sonho em realidade? Se ainda tem alguma dúvida, é só deixar um comentário pra gente!